Nossa Origem

Esta é a história de Alexis

E de todos que, como ele, merecem encontrar alguém que os veja de verdade.

Alexis Rothschild tem 28 anos. Está profundamente no espectro — quase não-verbal, com comunicação predominantemente via dispositivos de CAA e textos cuidadosamente digitados.

Ele é brilhante: especialista em trilhas sonoras de filmes dos anos 80, tem memória fotográfica para datas e uma capacidade rara de sentir a emoção das pessoas ao redor.

Mas Alexis nunca conseguiu encontrar amor. Não porque seja incapaz de amar — muito pelo contrário. Mas porque cada app que tentou foi construído para um mundo que não é o dele.

Anos 80

Trilhas sonoras que são mais do que música — são a linguagem dele

Back to the FutureBlade RunnerE.T.The Breakfast ClubGhostbustersTop Gun

A música como linguagem

Quando as palavras se recusam a sair, Alexis ouve Alan Silvestri, Vangelis e John Williams. Cada trilha sonora é um mapa emocional que ele percorre com precisão absoluta.

Ele sabe em que compasso exato Danny Elfman muda de tom em “Batman”, em que segundo Vangelis introduz o sintetizador em “Blade Runner”, em que nota John Williams faz você chorar em “E.T.”

Isso não é obsessão. É uma forma profunda e bela de se conectar com o mundo.

A mente que nunca esquece uma data

Alexis lembra o dia exato em que cada filme que ele ama foi lançado. Lembra a data de aniversário de cada pessoa que conheceu. Lembra quando cada estrela da constelação de Orion foi catalogada pela primeira vez.

03/07/1985

Estreia de De Volta para o Futuro

25/06/1982

Estreia de Blade Runner

11/06/1982

Estreia de E.T.

08/06/1984

Estreia de Ghostbusters

Para o mundo, isso é “só memorizar datas”. Para Alexis, cada data é uma história, uma emoção, um universo.

A jornada de Alexis

Uma vida inteira até chegar aqui.

5 anos

Primeiro diagnóstico

Alexis recebe o diagnóstico de TEA nível 2. O mundo começa a ter um nome para aquilo que ele sempre sentiu: que o barulho era demais, que as palavras eram difíceis, que o olhar das pessoas pesava.

12 anos

Descobre trilhas sonoras

Na locadora do bairro, Alexis encontra o VHS de 'De Volta para o Futuro'. Não é o filme que o captura — é a música. A trilha sonora de Alan Silvestri se torna seu primeiro interesse especial. Ele memoriza cada nota, cada compasso, cada instrumento.

16 anos

Memória fotográfica para datas

Os professores percebem algo extraordinário: Alexis lembra de todas as datas — não só de história, mas de tudo. O aniversário de cada colega, o dia em que cada filme estreou, a data de cada evento que ouviu falar. Sua mente é um calendário vivo.

21 anos

Primeira tentativa com apps

Alexis baixa seu primeiro app de namoro. Escreve uma bio honesta: 'Sou autista, amo trilhas sonoras dos anos 80 e lembro de todas as datas.' Recebe zero matches em 3 meses. Não porque não é incrível — porque o app não foi feito pra ele.

25 anos

A chamada de vídeo

Uma pessoa no Bumble liga pra ele sem avisar. Chamada de vídeo. Sem preparação. Alexis congela. As palavras somem. O coração dispara. Ele desinstala o app. Fica meses sem tentar de novo.

28 anos

NeuroAmor nasce

Alexis escreve em seu caderno: 'E se existisse um lugar onde eu pudesse ser eu? Onde silêncio não fosse estranho, onde minhas datas fossem interessantes, onde ninguém me ligasse sem avisar?' Nesse dia, NeuroAmor nasceu.

“Por que os apps normais não funcionam pra mim”

— Na voz de Alexis

Timers que causam pânico

Matches que expiram em 24 horas. Mensagens que desaparecem. Urgência artificial que ignora que eu preciso de dias, às vezes semanas, pra formular o que quero dizer.

Bios que pedem performance

150 caracteres pra me vender. Como se eu soubesse resumir quem eu sou em uma frase engraçada. Como se engraçado fosse a única forma de ser interessante.

Chamadas de vídeo surpresa

Nenhum aviso. Nenhuma preparação. Meu rosto na tela de alguém sem que eu pudesse me preparar. Para quem precisa de previsibilidade, isso não é espontaneidade — é terror.

Sem opção de sair com dignidade

Quando a conversa não funciona, as opções são: ghosting, bloqueio ou uma explicação que eu não consigo articular. Nunca um botão simples que diz 'preciso ir, com gentileza'.

“Eu não sou difícil de amar. O mundo é que é difícil de navegar.”

— Alexis

“O que eu precisava que existisse”

— O sonho escrito no caderno de Alexis

Tempo sem culpa

Respostas no meu ritmo. Sem 'online há 5 min e não respondeu'.

Interesses que importam

Matching por trilhas sonoras dos anos 80, não por aparência.

Comunicação escolhida

Texto quando posso. Pictogramas quando as palavras falham.

Energia visível

Um indicador de 'hoje estou com 30% de energia social'. Sem julgamento.

Saída segura

Um botão que diz 'preciso ir' de forma gentil, sem drama.

Sensorial mapeado

Saber que a pessoa também evita barulho antes de marcar um encontro.

NeuroAmor nasceu de você, Alexis

Do seu caderno, das suas noites ouvindo Vangelis, da sua coragem de imaginar um mundo onde ser quem você é não fosse um obstáculo para encontrar amor.

Este app existe porque você existiu primeiro. Porque sua história merecia ser ouvida. Porque seu amor merecia um lugar.

NeuroAmor é para Alexis. Para todos os Alexis. Para todos que já sentiram que o mundo dos relacionamentos não foi feito para eles.

Neurodiversidade é diversidade humana

Outras vozes, mesma luta

Alexis não está sozinho. Nunca esteve.

Eu danço o que não consigo dizer. O NeuroAmor é o primeiro lugar que entendeu que minha forma de expressão é válida.

Sol, 27, Belém

Vivo entre mundos de fantasia porque o real não veio com manual. Aqui, encontrei pessoas que também estão escrevendo o próprio manual.

Bian, 28, Rio de Janeiro

Quando eu disse que meu interesse especial são abelhas, a pessoa respondeu 'me conta tudo'. Isso nunca tinha acontecido.

Mel, 22, Salvador

Minha cozinha organizada por cor não é TOC. É como eu processo o mundo. E pela primeira vez alguém achou isso bonito.

Davi, 23, Brasília

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